Uma celebração sem canto é considerada uma celebração “morta”, “apagada”, “desanimada”. O canto, ao contrario anima, desperta, dá vida. Além disso, tem o poder de unir as pessoas: juntando a nossa voz a voz dos irmãos e das irmãs, ao ritmo de instrumentos, vai se criando em nós uma abertura e uma consciência maior de pertencermos uns aos outros. Também a nossa relação com o Senhor é facilitada pelo canto; a nossa oração se torna mais profunda, mais fervorosa.
Ef 5,18-20: fala da associação do canto com o Espírito Santo.
O Espírito Santo que é sopro, vento suscita em nós o “som”, a “vibração” correta que nos faz sentir e pensar em uníssono1 com o próprio Deus, criador de todas as coisas. Suscita em nós a alegria, o louvor, e a ação de graças, a compulsão e a entrega. Suscita em nós a experiência do infalível Mistério de Deus. Suscita em nós o amor.
“Cantar é próprio de quem ama”. (Santo Agostinho)
Há pelo menos duas condições para que o canto na liturgia possa de fato ser mediação, vinculo do Espírito:
1. Não podemos encarar a música na liturgia com “divertimento para tornar-la mais leve mais agradável, mais movimentada. Devemos cantar e tocar “no Espírito”, abrindo-nos à ação de Deus que vem nos transformar também através do canto fazendo de nós adoradores do Pai em Espírito e verdade.
2. O canto na celebração deve ser um ato de fé, gesto de amor. Não devemos cantar de maneira rotineira, inconsciente, superficial. Devemos cantar com todo o nosso ser, ou melhor, tomando consciência do que estou cantando.
Música: cantando um cântico novo
Pontos básicos para música na liturgia:
· O que caracteriza a música litúrgica?
· Qual é afinal sua função e seu objetivo?
· Qualquer tipo de música serve?
· Quem deve cantar?
· Qual é o papel dos instrumentos musicais e sua relação com a voz?
Cl 3,16 e At 2,46 – portanto, dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa, tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto, por exemplo, nas Missas dos dias de semana, deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito.
A música é a alma da liturgia
‘Ministérios’ litúrgicos - musicais
Compositores: conheçam profundamente a função ministerial de cada canto na ação litúrgica e traduzam numa linguagem poética, mística, orante e performativa... Os textos e melodias destinados a cada momento da celebração litúrgica;
Instrumentistas: utilizem seus instrumentos musicais para sustentar e nunca se sobrepor ao canto dos fieis;
Animadores: sustem o canto da assembléia sem jamais lançar mão desta função para dar “show”, ou seja: chamar a atenção sobre si próprio (a) ;
Salmistas: jamais deveram substituir o Salmo responsarial por outro canto. Se, porventura, não puderem canto-lo, que recitem com o refrão do povo.
Cantores ou corais: desempenhem sua função sem jamais monopolizar o canto durante toda a celebração.
Fontes: Liturgia em mutirão CNBB – pags. 192-199
IGMR (Introdução Geral do Missal Romano)
IL (Introdução ao Lecionário)
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