quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

É Natal!!!

Mais uma vez celebramos o Natal do Senhor. Um ano se finaliza... E novamente estamos diante do Mistério da Redenção que nos “fala” do Amor de Jesus, que sendo Deus, como diz São Paulo, se fez tão humilde que era reconhecido exteriormente como um homem comum.
             Da sua manjedoura o Senhor quer nos abençoar, nos dar a paz que procuramos e o aquele Amor que preenche o nosso coração de alegria verdadeira!
Desejamos que este Natal seja cheio de paz e alegria! Que o coração seja repleto das graças divinas e sejamos nós os anjos que anunciam a chegada do Salvador com nossas atitudes de respeito, amizade e solidariedade.
Que o menino Deus ilumine todos os dias do Novo Ano e nos conceda a sua paz! Um Feliz e Santo Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Espiritualidade do advento







A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

Tenham todos um bom Advento!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CANTO E MÚSICA NA LITURGIA



 Uma celebração sem canto é considerada uma celebração “morta”, “apagada”, “desanimada”. O canto, ao contrario anima, desperta, dá vida. Além disso, tem o poder de unir as pessoas: juntando a nossa voz a voz dos irmãos e das irmãs, ao ritmo de instrumentos, vai se criando em nós uma abertura e uma consciência maior de pertencermos uns aos outros. Também a nossa relação com o Senhor é facilitada pelo canto; a nossa oração se torna mais profunda, mais fervorosa.
*       Ef 5,18-20: fala da associação do canto com o Espírito Santo.
O Espírito Santo que é sopro, vento suscita em nós o “som”, a “vibração” correta que nos faz sentir e pensar em uníssono1 com o próprio Deus, criador de todas as coisas.  Suscita em nós a alegria, o louvor, e a ação de graças, a compulsão e a entrega. Suscita em nós a experiência do infalível Mistério de Deus. Suscita em nós o amor.
*       “Cantar é próprio de quem ama”. (Santo Agostinho)  
Há pelo menos duas condições para que o canto na liturgia possa de fato ser mediação, vinculo do Espírito:
1.      Não podemos encarar a música na liturgia com “divertimento para tornar-la mais leve mais agradável, mais movimentada. Devemos cantar e tocar “no Espírito”, abrindo-nos à ação de Deus que vem nos transformar também através do canto fazendo de nós adoradores do Pai em Espírito e verdade.
2.      O canto na celebração deve ser um ato de fé, gesto de amor. Não devemos cantar de maneira rotineira, inconsciente, superficial. Devemos cantar com todo o nosso ser, ou melhor, tomando consciência do que estou cantando.

Música: cantando um cântico novo
Pontos básicos para música na liturgia:
·         O que caracteriza a música litúrgica?
·         Qual é afinal sua função e seu objetivo?
·         Qualquer tipo de música serve?
·         Quem deve cantar?
·         Qual é o papel dos instrumentos musicais e sua relação com a voz?

*       Cl 3,16 e At 2,46 – portanto, dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa, tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto, por exemplo, nas Missas dos dias de semana, deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito.
*       A música é a alma da liturgia

‘Ministérios’ litúrgicos - musicais
*       Compositores: conheçam profundamente a função ministerial de cada canto na ação litúrgica e traduzam numa linguagem poética, mística, orante e performativa... Os textos e melodias destinados a cada momento da celebração litúrgica;
*       Instrumentistas: utilizem seus instrumentos musicais para sustentar e nunca se sobrepor ao canto dos fieis;
*       Animadores: sustem o canto da assembléia sem jamais lançar mão desta função para dar “show”, ou seja: chamar a atenção sobre si próprio (a) ;
*       Salmistas: jamais deveram substituir o Salmo responsarial por outro canto. Se, porventura, não puderem canto-lo, que recitem com o refrão do povo.
*       Cantores ou corais: desempenhem sua função sem jamais monopolizar o canto durante toda a celebração.


Fontes: Liturgia em mutirão CNBB – pags. 192-199
IGMR (Introdução Geral do Missal Romano)
IL (Introdução ao Lecionário)

domingo, 25 de novembro de 2012

Bento XVI inagura o Ano da Fé: redescobrir a alegria de crer ante “desertificação” espiritual do mundo

 
Vaticano, 11 Out. 12 - Recordando os cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II, o evento eclesial mais importante do Século XX, o Papa Bento XVI inaugurou com uma multitudinaria Eucaristia na Praça de São Pedro na manhã deste 11 de outubro o Ano da Fé, convocado com o objetivo de promover a Nova Evangelização.

Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares ainda vivos, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos participantes do XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo, incluindo o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB. Estavam também presentes na celebração o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams.

Segundo a nota publicada hoje pela Rádio Vaticano, o Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia do que fora utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.

“O Ano da fé que estamos inaugurando hoje está ligado coerentemente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre”, recordou Bento XVI na homilia da Missa.

Bento XVI evocou também o Beato João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: “que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz”.

Embora o Concílio Vaticano II – observou o Papa - não tenha tratado da fé como tema de um documento específico, no entanto, esteve todo ele inteiramente animado pela consciência e pelo desejo de, por assim dizer, imergir mais uma vez no mistério cristão, para o poder propor de novo e eficazmente para o homem contemporâneo. Como dizia Paulo VI, dois anos depois da conclusão do Concílio: “Se o Concílio não trata expressamente da fé, fala da fé a cada página, reconhece o seu caráter vital e sobrenatural, pressupõe-na íntegra e forte, e estrutura as suas doutrinas tendo a fé por alicerce”

Bento XVI recordou que ele mesmo teve ocasião de experimentar que “durante o Concílio havia uma emocionante tensão em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem a sacrificar às exigências do tempo presente, mas também sem a manter presa ao passado”.

“Na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo”, afirmou o Papa.

O mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual –observou Bento XVI- é reavivar na Igreja “aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II”.

“A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança”, esclareceu.

De fato – prosseguiu o Pontífice – “se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!”.

“Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo”, asseverou.

Na conclusão da homilia o Papa afirmou que este ano da Fé pode ser representado como "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão - mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos".

“Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria... Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’”, finalizou.